Antropólogo e professor emérito da UFBA, Vivaldo é formado em odontologia, o professor Vivaldo enveredou desde cedo para os caminhos da antropologia, sendo um dos pioneiros do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao- Ufba), a viajar para a África buscando ressonâncias, entre os povos yoruba e ewe fon, em partes da atual Nigéria e do antigo Daomé, de práticas religiosas do candomblé, estudadas por ele nos principais terreiros que compõem a tradição do modelo jeje-nagô em nossa terra, a matriz Casa Branca do Engenho Velho, o Terreiro do Gantois e o Ilê Axé Opô Afonjá. Iniciado como ogã, consagrado ao orixá Ogum pela saudosa Mãe Senhora de Oxum Miwá, do Afonjá, o ilustre professor foi um exímio continuador dos estudos inaugurados por Nina Rodrigues e também elaborados por nomes como Manoel Quirino, Arthur Ramos, Edison Carneiro, Ruth Landes, Roger Bastide, Pierre Verger, fazendo do resultado de suas pesquisas, dialógicas com grandes teóricos da antropologia ocidental, de acurada observação participante de marcante rigor metodológico, uma das mais representativas obras etnológicas sobre o universo do candomblé: A Família de Santo, lançada pela primeira vez em meados dos anos 70″ (Marlon Marcos, Jornal A Tarde 21/05/2008, Salvador, Bahia).