Valdina Pinto de Oliveira, mais conhecida como Makota Valdina, (Salvador, 15 de outubro de 1943) é uma educadora, líder comunitária e religiosa brasileira, militante da liberdade religiosa, como porta-voz das religiões de matriz africana, bem como dos direitos das mulheres e da população negra.
Desde a juventude, esteve envolvida em ações sociais em sua comunidade, inspirada em seus pais, Mestre Paulo e D. Neca. Já neste período, a área de educação ocupava sua lista de tarefas, alfabetizando adultos em escolas, em barracões de terreiros de candomblé e em sua própria casa. Em sua religiosidade, migrou do catolicismo para o culto afro nos anos 70, quando foi confirmada, dentro das tradições de matriz africana, para o cargo de Makota. Hoje, em seu currículo, traz uma trajetória de valorização da mulher negra em sociedade, da educação, dos elementos identitários do ser humano que vê sua ancestralidade. “Eu aprendi, quando criança, que se falava em navio negreiro, escravos, como se nossa história começasse a partir dali. Não! Minha história é milenar, minhas tradições são milenares, minha ancestralidade é milenar”, conta. Makota Valdina apropriou-se com maestria de bases acadêmicas para recontar histórias e ensinar a grupos sobre autovalorização, sobre respeito e limites. “É por isso que eu digo que não sou descendente de escravos, sou descendente de pessoas que foram escravizadas”, completa.